As 20 melhores séries de 2020

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Reprodução: TVline

As séries em 2020 não foram apenas uma diversão, mas uma questão de sobrevivência. No meio da pandemia, ficamos trancafiados (pelo menos, alguns de nós) e dependentes da produção cultural (que tantos querem cortar) para conseguirmos uma fuga necessária da realidade.

E as séries e minisséries não decepcionaram neste ano. O nível de conteúdo pode não ter gerado um fenômeno global como “Game of Thrones”, mas foi o suficiente para revelar novas estrelas (Michaela Coel, Dan Levy, Grogu) e entregar ótimas histórias.

Tanto que a lista de 20 melhores séries deveria ser vista sem ranking. Todas apresentadas aqui são, na minha opinião, merecedoras de uma chance. Algumas já estão adiantadas, outras são novas.

Você não vai se arrepender de perder algumas horas na frente da televisão.

Vamos lá:

20. PEN15 (Hulu)

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Você vai se envergonhar, rir e chorar com essas duas comediantes adultas que revivem seus dias de adolescentes. Um psicodrama cômico (?) carregado de incertezas e erros.

No Brasil, pode ser acessado pelo Prime Video (Paramount+).

19. Devs (Hulu)

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Física quântica, futuro e um mistério corporativo. Cortesia de Alex Garland.

No Brasil, passa na Fox.

18. The Crown (Netflix)

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A chegada às tretas mais recentes da família real deixou a série um pouco populosa demais, porém ainda intrigante. A relação entre Diana e Charles é a força da temporada. Como a Margaret Thatcher de Gillian Anderson ficou um pouco acima do tom, Olivia Colman reinou absoluta.

17. High Fidelity (Hulu)

A série baseada no livro “Alta Fidelidade”, de Nick Hornby (e no filme de Stephen Frears), luta nos primeiros episódios para encontrar a própria identidade, depois de mudar o gênero sexual da protagonista. Ela se encontra do meio para o fim, levada por uma Zoë Kravitz inspiradíssima. Infelizmente, foi cancelada e não terá uma segunda temporada.

No Brasil, tem no Starzplay.

16. Lovecraft Country (HBO)

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A adaptação do livro de Matt Ruff ganhou uma temporada satisfatória, mas com altos e baixos. A mistura de horror lovecraftiano e terror racial nos EUA da década de 1950 não é fácil de conduzir, mas a série consegue fazer isso com poucos tropeços.

15. Curb Your Enthusiasm (HBO).

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A comédia de constrangimentos de Larry David caiu como uma luva na era Trump. Muitos achavam que o personagem concordaria com algumas políticas do presidente, mas não foi o que acontece nesta 10a temporada.

14. O Gambito da Rainha (Netflix)

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Preciso admitir, a saga da garota americana em busca do maior título de xadrez do mundo estaria nas primeiras posições se não fosse o final que nega tudo que foi construído ao longo da minissérie e condensa todos os clichês possíveis de Hollywood. Anya Taylor-Joy vai bem do começo ao fim, pelo menos.

13. Never Have I Ever (Netflix)

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Uma adolescente de origem indiana supera a morte do pai ao tentar normalizar seu cotidiano com a família e a escola na Califórnia. Roteiro espertíssimo que mostra que não é preciso chocar para construir uma boa comédia.

12. The Great (Hulu)

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Uma sátira moderna sobre a ascensão da Catarina, a Grande, ao trono russo. A torcida é para que isso demore bastante na ficção, porque a relação dela com Pedro III é deliciosamente maquiavélica. Elle Fanning e Nicholas Hoult estão desprezíveis e apaixonantes.

No Brasil, está disponível no Starzplay.

11. The Boys (Amazon Prime)

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Seres humanos podem ser escrotos. Super-heróis são humanos com poderes e podem ser superescrotos. Então, o resultado é uma comédia de ação satírica que trafega entre o grotesco e cinismo. A trama ficou mais cansativa na segunda temporada, mas deve ter uma nova vida com a terceira.

E O TOP 10…

10. The Last Kingdom (Netflix)

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Cheguei tarde à festa viking na Inglaterra em formação, mas o vício não foi menor. Para quem está com saudades de “Game of Thrones”, a saga do saxão-dane Uhtred de Bebbanburg pode ser uma solução por vezes mais recompensadora.

9. Schitt’s Creek (Pop)

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A temporada final de uma das séries mais engraçadas e com alma dos últimos anos. Mostra como ser inclusivo sem enfiar mensagens goela abaixo. Vai fazer falta.

No Brasil, passa no Comedy Central.

8. What we Do In The Shadows (FX/Hulu)

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Poucas vezes um filme gerou uma série com a mesma qualidade de comédia. Mas essa consegue, equilibrando o humor autodepreciativo de Taika Waititi, a ascensão sensacional de Guillermo e um certo Jackie Daytona. O tom do programa foi achado.

No Brasil, tem no Fox Premium.

7. A Amiga Genial (HBO)

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Crescer junto de duas amigas na região de Nápoles na reconstrução física e emocional do pós-guerra europeu é uma das experiências mais sublimes (e chocantes) na televisão hoje em dia.

6. Dave (FX/Hulu)

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A série sobre a ascensão de um rapper judeu que ficou conhecido por tirar sarro do próprio pênis não foi tão falada, mas é uma das mais engraçadas e inteligentes no ar. O episódio final, todo levado no rap, é uma obra-prima.

Inédita no Brasil.

5. The Mandalorian (Disney+)

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Jon Favreau e Dave Filoni resgataram “Star Wars” das tramas pseudo-complicadas e voltaram a entregar o clima leve de matinê da saga espacial de George Lucas. Diversão pura, sem muita complicação. E o final da temporada…

4. Better Call Saul (AMC)

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Em um ritmo próprio, o spin-off de “Breaking Bad” consolida as bases de Saul (esqueça Jimmy) e investe na verdadeira estrela da série: Kim Wexler (Rhea Seehorn).

No Brasil, pode ser vista na Netflix.

3. I May Destroy You (HBO)

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Mergulhe no mundo complicado e rico de uma jovem escritora londrina abusada em uma noite de festa. O episódio final mostra um inteligente uso da metalinguagem.

2. Normal People (Hulu)

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Quem não estava com saudade de um bom romance geracional em que os protagonistas são tão amados quanto odiados? É a vida.

No Brasil, pode ser vista na Starzplay.

  1. We Are Who We Are (HBO)
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Nenhuma série representou tão delicadamente como é ser adolescente hoje em dia. O sentimento de liberdade, desconforto e busca por identidade gera uma imersão viciante na vida de um grupo de jovens vivendo em uma base americana na Itália. O olhar de Luca Guadagnino é tão humano, quanto técnico. Um refresco na pandemia.

Written by

Entertainment journalist for @Folha based in Los Angeles. Also writes for @GQBrasil , @VogueBRoficial , @epocanegocios .

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